Em rápida entrevista para o site da Federação Interestadual dos Odontologistas (FIO), o cientista político e assessor sindical João Guilherme Vargas Neto, que na última semana proferiu palestra durante a plenária da entidade, fala sobre as reformas (a que se refere como “deformas”) patrocinadas pelo governo Temer e as consequências de sua aprovação pelo parlamento brasileiro. Vargas Neto é consultor da CNTU e assessora diversas entidades sindicais brasileiras. É considerado um dos maiores especialistas em história do movimento sindical brasileiro.

As reformas trabalhista e da Previdência são realmente necessárias?

- Não. Elas são uma agressão aos direitos trabalhistas, à representação sindical e ao direito previdenciário do povo trabalhador.

Em que elas prejudicam o trabalhador?

De diversas maneiras. Mas elas estão em consonância com o desmanche do Estado brasileiro, da rede social de proteção, dentro de um quadro que a cada momento somente agrava a recessão.

Quem está por trás disso?

É o grupo que empalmou o poder em torno do presidente Temer e seus acólitos, que aproveitando das maiorias relativas que tem tido na Câmara e no Senado tem imposto ao povo coisas que são extremamente negativas para o nosso futuro.

Os sindicatos estão estigmatizados? O que teria levado a isso?

O neoliberalismo acalenta a ideia de estigmatizar os sindicatos. Mas a história demonstrou que a luta dos trabalhadores é uma luta coletiva. Sendo coletiva, mais cedo ou mais tarde (e a gente quer que seja mais cedo), os trabalhadores irão compreender a importância e a necessidade dos sindicatos.

Brasília-DF, 21 de agosto de 2017.

Paulo Passos

jornalista/FIO

 

 

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